Um Festival de Composições Visuais  

O "Festival Fotografia em Tempo e Afeto" nasceu do desejo de expandir a sensação de pertencimento visual de Rondônia. Desde 2017 ocupamos as ruas da cidade de Porto Velho e de comunidades próximas, com composições visuais provocadas de dentro para fora; onde a prática da composição tem sido a aposta fundamental do Festival Fotografia em Tempo e Afeto, prezando o sentido do acesso e inclusão, a partir da construção de formas alternativas, processos inclusivos, oficinas pedagógicas, rodas de conversa, e a realização da "Mostra à Céu Aberto da Cultura da visualidade". 

Por que compor? 

 

Acreditamos que ao nos movimentarmos no sentido da composição, atraímos formas mais autenticas de expandir o PERTENCIMENTO VISUAL de nossa região de Rondônia e estimular processos nos quais percebemos a DESMISTIFICAÇÃO de nossas visualidades, como também dessas tantas Amazônias que aqui habitam. Pensar a FOTOGRAFIA é pensar o PODER, a ECONOMIA, e os MEIOS que essas imagens têm de reconstruir, tanto as nossas humanidades, quanto a própria compreensão de política que significa a visualidade amazônica. 

 

Ou seja: ao nos empenharmos na prática de reconstruir em comunidade, que para nós é afetiva, nos deslocamos ao lugar da afetividade das relações e reflexões, aqui presentes no contexto mais próximo possível. Pensemos e tomemos a imagem como uma escuta de cada um, ou seja, de cada lugar, destoando das formas tradicionais na fotografia; porque temos a consciência dos males que significa a invisibilidades, a desigualdades e as castas, por onde residem os ESTIGMAS e regimes de visibilidade. Neste processo de composição, cada imagem possui um sentido ativo, que nos reconecta ao todo e gera mais pensamentos visuais (e não visuais), que são capazes de desconstruir o que não cabe e/ou nunca coube e construir outras perspectivas. 


 

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 Lembrando que este projeto sempre contou com a força e contribuição local, de fotógrafas e fotógrafos, tanto em presença, quanto em trabalho. As imagens desta plataforma, referentes às Galerias de 2017, 2018 e 2019 são dos fotógrafos e fotógrafa: Saulo de Sousa, Mario Vrenee, Cleber Cardoso e Ju Laureano; e os vídeos de Hely Chateaubriand e Raissa Dourado, todos e todas realizadores independentes, e grandes compositores dessa obra que cresce e se desdobra a cada ano, no reconhecimento de narrativas (re)existentes fundamentais às nossas identidades brasileiras.